Auditoria Interna - Apresentação
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Apresentação
É a unidade de auditoria interna do TRE/MS, com competência para atuar como órgão técnico de assessoramento à Presidência, bem como à Direção-Geral na ordenação da despesa, responsável pela fiscalização e avaliação da gestão e dos controles internos administrativos, cuja missão é agregar valor à instituição, visando à melhoria continua dos processos de trabalho.
Sua atuação deve ser imparcial e isenta, a fim de não comprometer a objetividade do seu julgamento profissional. De acordo com a Resolução CNJ n.º 309/2020, art. 3º, a conduta dos auditores internos deve ser pautada nos seguinte requisitos éticos: integridade; proficiência e zelo profissional; autonomia técnica e objetividade; respeito, integridade e idoneidade; aderência às normas legais; atuação objetiva e isenta; e honestidade.
Entende-se por controles internos administrativos o conjunto de procedimentos interligados, de responsabilidade dos gestores e servidores, destinados a mitigar riscos e fornecer razoável segurança na consecução da missão do TRE/MS.
A auditoria interna serve à Administração como meio de identificação de que todos os processos e políticas internos definidos, assim como sistemas contábeis e de controle interno, estão sendo efetivamente seguidos, propondo melhorias e difundindo boas práticas.
Assim a AUDIN não é um órgão meramente investigativo e de certificação, pois atua de forma participativa, como órgão de apoio e consultoria, não só da alta administração, como também de todas as unidades operacionais do Tribunal.
Missão:
A Auditoria Interna tem como MISSÃO a atividade independente e objetiva de avaliação e consultoria com o objetivo de agregar valor às operações do TRE-MS, auxiliando na concretização dos objetivos organizacionais, a partir da avaliação da eficácia dos processos de gerenciamento de riscos, de controles internos, de integridade e de governança, nos termos do art. 2º da Resolução CNJ n.º 308, de 11 de março de 2020.
A atuação da unidade no âmbito de cada organização deve apoiar o controle externo e o Conselho Nacional de Justiça no exercício de sua missão institucional. (art. 22, § 3º, Resolução CNJ n.º 309, de 11 de março de 2020)
Equipe AUDIN:
AUDIN - Dirigente de Auditoria Interna: (CAE)
- Alessandra Falcão Gutierres de Souza
Telefone: (67) 2107-7233
E-mail: alessandra.falcao@tre-ms.jus.br
SAAD - Seção de Auditoria Administrativa.
- Adriana Morales Alencar Souto
SAPTIC - Seção de Auditoria de Pessoal e Tecnologia da Informação e Comunicação.
- Nivaldo Azevedo dos Santos
- Manuela Baptista Velasques Shoji
O que faz a AUDIN
A Auditoria Interna deve atuar de forma a agregar valor, melhorar as operações e auxiliar o TRE/MS a alcançar seus objetivos. Sua competência é exercer exclusivamente atividade de auditoria que presta serviços de AVALIAÇÃO e CONSULTORIA. Não faz execução e sim assessoramento técnico, que não se confunde com a atividade de assessoria jurídica.
A Auditoria Interna faz auditorias internas para oferecer avaliações e assessoramento aos órgãos de gestão da administração do Tribunal, destinadas ao aprimoramento dos controles internos, de forma que controles mais eficientes e eficazes mitiguem os principais riscos de que não alcancem seus objetivos.
O assessoramento à Presidência e ao ordenador de despesa ocorre através das seguintes ações:
- Emissão de Certificado de Auditoria nas Prestações de Contas;
- Orientação técnica dos assuntos pertinentes ao sistema de controle interno;
- Auditoria;
- Inspeção Administrativa;
- Levantamento;
- Acompanhamento da gestão contábil, orçamentária, financeira e patrimonial;
- Vistoria;
- Monitoramento;
- Consultoria;
- Apoio ao TSE, TCU e ao CNJ.
A atuação da AUDIN, como unidade de auditoria interna, abrange o exame e a avaliação da adequação e da eficácia da governança, da gestão, do gerenciamento de riscos, dos controles internos estabelecidos e da qualidade do desempenho de cumprir com as responsabilidades determinadas para alcançar as metas e os objetivos declarados pelo TRE/MS.
A atividade de consultoria será prestada ao gestor adstrita à área de competência da AUDIN, bem como restrita a casos ABSTRATOS, para não incidir em cogestão.
COMO FAZ A AUDIN
As ações de controle realizadas pela AUDIN são definidas a partir de um planejamento que leva em consideração os critérios de materialidade, relevância, criticidade, risco, as ações de controle coordenadas pelo CNJ e TSE e a força de trabalho disponível, resultando na elaboração de dois Planos:
(1) Plano de Auditoria de Longo Prazo (PALP);
(2) Plano Anual de Auditoria (PAA).
Referidos instrumentos são aprovados pela Presidência, divulgados no Portal da Transparência do TRE/MS e executados no exercício seguinte, com a observância dos cronogramas estabelecidos.
O que a AUDIN não deve fazer
As Resoluções CNJ n° 308 e 309 ambas de 2020, que dispõe sobre as normas técnicas de auditoria, inspeção administrativa e fiscalização e a Decisão Plenária CNJ nº 0201047 – 40.2209.2.00.0000 (Parecer n° 2/2013 – SCI/Presi/CNJ), definem procedimentos e vedações para a escorreita atuação da unidade de auditoria interna.
Em razão de seu perfil constitucional, dos normativos que regem sua competência e das orientações do TCU e CNJ, a AUDIN não poderá:
I – Ter responsabilidade ou autoridade operacional direta sobre atividade auditada, preservando o princípio da segregação de funções;
II – Implementar controles internos e gerenciar a política de gestão de riscos;
III – Desenvolver procedimentos afetos a outra área, ou seja, participar diretamente na elaboração de normativos internos que estabeleçam atribuições e disciplinamento das atividades operacionais das unidades orgânicas;
IV - Exercer ATIVIDADES TÍPICAS DE GESTÃO, tais como:
a) praticar ato que resulte na emissão de empenho, na autorização de pagamento, de suprimento ou de dispêndio de recursos;
b) atuar na instrução de processos administrativos, manifestando-se sobre caso concreto como condição para a prática de ato de gestão;
c) formular e/ou implementar políticas nas áreas de planejamento orçamentário e financeiro;
d) promover e/ou participar da implantação de sistemas gerenciais;
e) participar de comissões operacionais ou disciplinares;
f) exercer funções típicas de assessoria jurídica;
g) definir estratégias de risco;
h) atividades de setorial contábil.
Principais atividades da AUDIN: Avaliação e Consultoria
Além das atividades de orientação e exame das contas eleitorais e partidárias, destacam-se como atividades da AUDIN:
I – Avaliação (assurance) – exame objetivo da evidência obtida pelo auditor com o propósito de fornecer opinião ou conclusões independentes a respeito de operação, função, processo, projeto, sistema, processos de governança, gerenciamento de riscos, controles internos administrativos ou outro ponto importante, podendo incluir trabalhos de auditoria financeira, de desempenho, de conformidade e de segurança de sistemas; e
II – Consultoria (audit consulting) – atividades de aconselhamento, treinamento e serviços relacionados, sem que o fato caracterize exame de caso concreto, cuja natureza e escopo são acordados com o solicitante e se destinam a adicionar valor e aperfeiçoar processos de governança, de gestão, de gerenciamento de riscos e de controles internos administrativos, sem que o auditor interno assuma nenhuma responsabilidade que seja da gestão.
* Notas Técnicas da AUDIN
- Nota Técnica 01/2019 Nº 01/2019 - Consulta sobre a possibilidade de cômputo de tempo de trabalho prestado a empresas públicas e sociedades de economia mista, de qualquer dos entes federativos e consideração como tempo de serviço público, e, consequentemente, como data de ingresso no serviço público (Formato .PDF)
- Nota Técnica N. 02/2019 - Consulta APOSENTADORIA ESPECIAL. APLICAÇÃO DAS NORMAS DO RGPS NA CONCESSÃO, AO SERVIDOR PÚBLICO, DA APOSENTADORIA DE QUE TRATA O ARTIGO 40, § 4º, III, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. EMISSÃO DE PPP. DIREITO AO ABONO DE PERMANÊNCIA. CÁLCULO DO BENEFÍCIO. (Formato . PDF)
Notas de Auditoria Interna em Auditoria do TRE/MS
Objeto: Obra Pública: Construção Depósito de Urnas e Almoxarifado Central TRE/MS - Campo Grande
- Nota de Auditoria 01 (formato .PDF)
- Nota de Auditoria 02 (formato .PDF)
- Nota de Auditoria 03 (formato .PDF)
- Nota de Auditoria 04 (formato. PDF)
Diferença: auditoria interna e controle interno
Auditoria Interna é atividade de assessoramento à Administração, voltada para a avaliação e a adequação dos sistemas de controle interno, concebida para agregar valor e melhorar as operações das unidades gestoras. Auxilia a Administração a manter controle efetivos a partir da avaliação de sua eficácia e eficiência e da promoção de melhorias contínuas. Compete à auditoria interna:
a) Avaliar o controle interno exercido sobre cada segmento operacional, abrangendo, quando necessário, todas as fases, as rotinas e etapas da operação;
b) sugerir, sempre que necessário, elaboração ou alteração de normas e adoção de procedimentos e rotinas;
c) recomendar, quando oportuno, a introdução de mecanismos de controle, visando ao aperfeiçoamento da Administração;
d) difundir para outras unidades, as boas práticas encontradas em auditorias.
As auditorias internas visam oferecer avaliações e assessoramento à Administração, destinados ao aprimoramento dos controles internos, de forma que controles mais eficientes e eficazes mitiguem os principais riscos que possam retardar ou impedir que os objetivos sejam alcançados.
Controles internos são atividades operacionalizadas de forma integrada na gestão, destinadas a enfrentar os riscos e fornecer segurança razoável de que, na consecução da missão do órgão, os seguintes objetivos gerais serão alcançados:
a) execução ordenada, ética, econômica, eficiente e eficaz das operações;
b) cumprimento das obrigações de accountability*;
c) cumprimento das leis e regulamentos aplicáveis; e
d) salvaguarda dos recursos para evitar perdas, mau uso e danos.
O estabelecimento de controles internos no âmbito da gestão pública visa essencialmente aumentar a probabilidade de que os objetivos e metas estabelecidos sejam alcançados, de forma eficaz, eficiente, efetiva e econômica;
(*) Accountability pública - obrigação que têm as pessoas, físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, às quais se tenham confiado recursos públicos, incluídos os órgãos, as entidades e organizações de qualquer natureza, de assumir as responsabilidades de ordem fiscal, gerencial e programática que lhes foram conferidas, e de informar a quem lhes delegou essas responsabilidades. E, ainda, obrigação imposta, a uma pessoa ou entidade auditada de demonstrar que administrou ou controlou os recursos que lhe foram confiados em conformidade com os termos segundo os quais lhe foram entregues (Glossário – TCU).
O TCU no Acórdão TCU nº 2.622/2015 – Plenário –, recomendou observar as diferenças conceituais entre controle interno e auditoria interna, de forma a não atribuir atividades de cogestão à unidade de auditoria interna.
Podemos então resumir as diferenças entre controle interno e auditoria nos seguintes termos: A atividade de CONTROLE INTERNO tem por objetivo mitigar os riscos de que a organização não alcance seus objetivos e a responsabilidade pela sua implantação (ou não) é inerente ao gestor responsável pelo processo que recebe o controle. Por sua vez, a AUDITORIA INTERNA é uma atividade exercida de forma independente da gestão, que tem como um dos objetivos a avaliação dos controles internos.
Controle Interno | Auditoria Interna |
---|---|
Realizado pelos órgãos em todos os níveis de gestão do Tribunal | Realizada exclusivamente pela AUDIN (Auditoria Interna) do TRE |
Atividade dependente, integrada e dirigida pelo próprio órgão de gestão | Atividade independente de avaliação e consultoria |
Objetiva identificar e tratar riscos e fornecer razoável segurança na consecução dos objetivos e metas institucionais | Desvinculado do processo de gestão. |
Integrado ao processo de gestão em todas as áreas | Avalia os controles internos administrativos sobre ações de gestão. |
Controle do processo operacional e executório | Avaliação dos controles internos administrativos |
Primeira e Segunda linhas da Administração (gestão e supervisão de riscos) | Terceira linha da Administração (avaliação de riscos) |
AS 3 LINHAS: (Modelo proposto pelo IIA - Institute Of Internal Auditors)
O modelo de 3 Linhas representam o padrão de gerenciamento de riscos, fomentado internacionalmente, que consiste na atuação coordenada de três camadas do órgão/instituição, com as seguintes responsabilidades e funções:
1ª Linha: É responsável por:
1) instituir, implementar e manter controles internos eficientes;
2) implementar ações corretivas para resolver deficiências em processos e controles internos; e
3) identificar, mensurar, avaliar e mitigar riscos.
2ª Linha: É responsável pelo(a):
1) intervenção na 1ª linha para modificação dos controles internos estabelecidos; e
2) estabelecimento de diversas funções de gerenciamento de risco e conformidade para ajudar a desenvolver e/ou monitorar os controles da 1ª linha.
3ª Linha: É responsável por revisar as atividades da 1ª e 2ª linha.
A AUDIN promove, no âmbito do TRE/MS, a terceira linha.